O vício é um substituto, visão sistêmica

Na perspectiva da Constelação Familiar, a pessoa que possui algum vício, tais como: tabagismo, alcoolismo, toxicodependência, está tentando preencher um vazio, a falta de algo ou alguém.

Assim, quando uma pessoa faz uso do cigarro, álcool ou drogas é, muitas vezes, uma tentativa de incluir alguém que foi excluído. Através do vício, o viciado tenta fazer a inclusão de quem falta.

E quem o viciado tenta incluir? Normalmente, quem falta é o pai. Pode ser por ausência física, um pai ausente, ou mesmo um pai presente, mas que foi desvalorizado ou desautorizado a assumir o seu papel de pai.

Na constelação, cada um possui um papel determinado e funções especificas, a mãe é a responsável por dar acesso a criança ao pai e, muitas vezes, por razões pessoais, essa mãe não autoriza este acesso e a criança (agora já adulta) por amor infantil, tanta incluir o pai e o faz utilizando um substituto, o vício.

Contudo, por ser o vício apenas um substituto, não é capaz de suprir a necessidade de preenchimento e, por isso, o vício prossegue.

Para ajudar um viciado se faz necessário, segundo Bert Hellinger, levar o que falta para dentro do vício.

 “Como é possível para um fumante levar o pai que lhe falta para dentro de seu vício? Primeiramente, o que o ajuda é fumar com prazer, pois seu ato de fumar o conscientiza do quanto sente falta de algo. Quando deseja ou precisa fumar, sente o quanto lhe faz falta, por exemplo, seu pai. Assim que se prepara para tragar o cigarro, imagina seu pai. Então traga a fumaça profundamente em seus pulmões, olhando para seu pai, dizendo-lhe internamente: “Tomo você em minha vida e em meu coração”. E fuma até sentir seu pai dentro de si” (HELLINGER, Bert, A cura, pág. 95).

Já para aqueles que tem problema com o álcool o mecanismo é semelhante:

“Algo similar vale para o álcool. Aquele que se tornou doente devido a esse vício brinda com o pai antes de beber. Então bebe, lenta e profundamente, sorvendo seu pai, a cada gole até sentir-se preenchido por ele e vivenciá-lo completamente” (HELLINGER, Bert, A cura, pág. 95).

Estes simples exercícios de inclusão do pai na hora de fumar ou beber são bem potentes.

Na minha experiencia como consteladora presenciei o fato de uma jovem que praticou o exercício citado acima ao fumar e, conseguiu parar de fumar em apenas 2 dias. Ela já havia tentado parar de fumar algumas vezes, usando diversos outros métodos, inclusive com remédios e, ao tragar “tomando o pai” conseguiu largar definitivamente o vício e permanece há mais de 3 anos sem fumar. Em suas palavras “o cigarro perdeu a graça.”

Assim, ao suprir a verdadeira falta, o vício perde o seu sentido.

Sugiro para aqueles que tem algum vício que também façam o exercício e depois deixem o seu comentário de como foi a experiência para você.

Compartilhe com aquela pessoa que você conhece que está tentando deixar algum vício, quem sabe o texto pode ajudá-la.

Em caso de dúvidas entre em contato.

Com carinho,

Devika Souza

Consteladora Sistêmica

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